29/01/2012
 
Interior Paulista integra o maior polo de atração de investimentos do País
(Wilson Marini)
 
O Estado de São Paulo é o principal polo de atração de investimentos no País segundo a Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), da Fundação Seade, divulgada neste mês. Em 2010 foram identificados 678 anúncios de investimento no território paulista, o que totaliza US$ 49,9 bilhões. Desse total, US$ 21,1 bilhões se referem ao Interior Paulista. A região metropolitana de São Paulo, incluindo o Grande ABC, responde por US$ 28,8 bilhões.
Trata-se do maior montante anual já anunciado para o Estado desde o começo da pesquisa, em 1998. Como comparação, no mesmo ano de 2010, segundo a Rede Nacional de Informações sobre o Investimento (Renai), o Rio de Janeiro atraiu US$ 18,5 bilhões e Minas Gerais, US$ 10,6 bilhões. Ou seja, o Interior Paulista sozinho, sem incluir o ABC, atraiu de investimentos em 2010 o equivalente ao dobro do que atraiu todo o estado de Minas Gerais no mesmo período.
Os novos investimentos no Interior Paulista abrangem praticamente todas as regiões. Os destaques são USS$ 4,4 bilhões previstos para a região metropolitana de Campinas, US$ 2,2 bilhões em São José dos Campos, US$ 2 bilhões na Baixada Santista, US$ 1,4 bilhão na região de Sorocaba e US$ 1,3 bilhão na região de Presidente Prudente. O segmento industrial responde por 57% dos investimentos, o de serviços por 41% e o de comércio, 2%.

Investimentos
Os anúncios de maior vulto na indústria automotiva são a modernização e construção de três prédios da fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo; a construção da primeira fábrica de automóveis chinesa fora da China, a Chery, em Jacareí, no total de US$ 400 milhões; e a modernização e adequação das fábricas da General Motors em São Caetano e São José dos Campos, para a produção de novos carros.
No setor de aeronáutica e defesa, o destaque é o anúncio da Embraer para construir um novo cargueiro militar, KC-390, que consumirá US$ 1,7 bilhão nas unidades de Gavião Peixoto e São José dos Campos.
Na área de alimentos e bebidas, o principal anúncio é o da holding ETH Bioenergia, do grupo Odebrecht e a trading japonesa Sojitz: será aplicado US$ 1,1 bilhão para aumentar a produção de açúcar, etanol e energia elétrica a partir da biomassa da cana nas unidades Alcídia, em Teodoro Sampaio, e Conquista do Pontal, em Mirante do Paranapanema.
No setor de telecomunicações, serão investidos US$ 1,7 bilhão. O maior anúncio é o da Telefonica, referente à expansão dos serviços de internet banda larga e de tv por assinatura no Estado.
No setor imobiliário, foram anunciados investimentos de US$ 2,7 bilhões na construção de centros comerciais e prédios corporativos em todo o Estado.
No setor de máquinas e equipamentos, um dos destaques é o empreendimento da chinesa Sany Heavy Industry para implantar fábrica de máquinas para construção civil, portuária, geração de energia eólica e mineração, em São José dos Campos.

Frases

“Temos o maior mercado consumidor da América Latina, mão de obra qualificada, infraestrutura de padrão internacional, cadeia de fornecedores diversificada e legislação ambiental avançada. Isso faz de São Paulo um destino obrigatório para qualquer empresa que queira se expandir na América Latina”. Luciano Almeida, presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe São Paulo).

“A publicação desse resultado é fundamental para que possamos direcionar nossas políticas de atração de investimentos”. Paulo Alexandre Barbosa, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paulo Alexandre Barbosa.


Ofensiva contra o crack
Portaria do Ministério da Saúde desta quinta-feira criou as Unidades de Acolhimento para Dependentes de Crack, Álcool e outras Drogas. O papel das unidades será o de tratar e ajudar no controle da abstinência de usuários internados de maneira voluntária por até seis meses. Até 2014 devem estar em funcionamento mais de 400 unidades de tratamento para internos adultos e 166 para o público de 10 a 18 anos. A previsão é que cada estabelecimento ofereça tratamento continuado para até 400 pessoas por mês, até 2014 – meta do Governo para reduzir o uso de drogas ilícitas no Brasil.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alertou que somente 132 municípios -- que possuem população igual ou superior a 200 mil habitantes -- poderão solicitar o auxilio financeiro ao Ministério da Saúde para a implantação das Unidades de Acolhimento na modalidade adulto. E, para a modalidade infanto-juvenil, somente os que tiverem população igual ou superior a 100 mil habitantes, ou seja, 285 municípios. Com isso, 94,9% dos municípios brasileiros não terão condições de disponibilizar serviços especializados às pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas. “Assim como outros projetos do governo, os benefícios se restringem aos maiores municípios. Os pequenos continuarão sozinhos na luta contra o Crack”, lamenta o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski.
 
 
 
APJ - Associação Paulista de Jornais