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APJ - Associação Paulista de Jornais
REDE PAULISTA DE JORNAIS
24/03/2010
Wilson Marini
wmarini@apj.inf.br
 
Microcrédito para vencer a pobreza
Ele era um cortador de cana-de-açúcar em Campos (RJ) quando mudou-se ao Rio para trabalhar como motorista na gravadora Polygram. Demitido, foi trabalhar como ambulante. E com apenas R$ 12 no bolso, partiu para a vida e tornou-se um palestrante e consultor de marketing e vendas renomado. David Portes é um dos participantes do Seminário Internacional do Microcrédito que será promovido nesta quarta-feira em São Paulo pelo Centro de Estudos e Pesquisas da Administração Municipal (Cepam). O objetivo do evento é a troca de experiências entre instituições do setor.
Outro convidado ilustre é o economista peruano Hernando de Soto, autor do best-seller "O Mistério do Capital", traduzido em mais de 20 idiomas. O instituto que preside em Lima promoveu uma reforma que conferiu títulos de propriedade a 1,2 milhão de famílias pobres e ajudou a mais de 300 mil pequenas empresas, que operavam na informalidade, a entrarem na economia formal, por meio da redução da burocracia.

Municípios
O microcrédito é mais do que uma mera linha de financiamento para a formalização de pequenos negócios e a geração de emprego e renda. É um instrumento "para promover o crescimento da economia local, estimular o empreendedorismo e fortalecer os municípios e a sua população", afirma o presidente do Cepam, Nelson Hervey Costa.

Paz
É também um conceito difundido em muitos países para erradicar a pobreza e promover a paz. O mais notável de seus idealizadores é Muhammad Yunnus, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2006 e autor do livro "O banqueiro dos pobres". Yunnus pretende acabar com a pobreza por meio do banco que fundou em Bangladesh, país vizinho à Índia e que tem uma das menores rendas per capita do mundo. O microcrédito é oferecido para milhões de famílias, sem garantias, nem papéis. O índice de inadimplência não passa de 2%.

Na contra-mão
Ontem, a "Folha da Região", de Araçatuba, publicou que a agência de Birigui do Banco do Povo Paulista (BPP) pode fechar as portas porque a prefeitura não pagará mais o aluguel da instituição, no centro da cidade. "O movimento é baixo, se comparado com as despesas que a Prefeitura tem para manter o serviço", diz o prefeito. A decisão, se confirmada, seguirá pela contra-mão da história. Birigui precisa reavaliar o custo/benefício com base em outros critérios. A versão paulista do banco dos excluídos já emprestou R$ 635 milhões em 205 mil operações de crédito em todo o Estado nos seus 11 anos de existência.

Recomeço
Parceria inédita foi assinada entre o Corinthians e a Fundação Casa. Cerca de 100 adolescentes poderão frequentar dependências do clube para a prática de esporte. O acordo é parte do programa Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). É uma luz no fim do túnel. São Paulo possui cerca de 5 mil jovens em suas unidades em todo o Estado. A prisão não é o caminho. É preciso a reinserção social. O exemplo do Corinthians poderia ser seguido no Interior Paulista por outros clubes e instituições.

Teia
Cresce espantosamente a importância das redes sociais. O jornal Valor Econômico de ontem destacou que as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que às vezes demoram meses para ser publicadas, passaram a ser rapidamente conhecidas em textos curtos no twitter. A Corte já tem quase 13 mil seguidores e ganha de 80 a 100 novos adeptos por dia. Além disso, 1.500 vídeos de julgamentos foram para o You Tube, vistos mais de 800 mil vezes.

Estratégia
As redes sociais, aliás, estão se transformando em plataforma de negócios imprescindível para as empresas. "Entendê-las se tornou um grande desafio para qualquer negócio que tenha ou pretenda ter uma presença na web, em qualquer segmento de mercado, varejo, conteúdo, telecom, automotivo, petrolífero e financeiro", analisa Marcello Póvoa, especialista em internet.

Uma pausa
Neste sábado, das 20h30 às 21h30, é o momento de ficar no escuro em favor do planeta. Realizada pela primeira vez em 2007, na Austrália, a Hora do Planeta este ano superou os recordes de adesões em todo o mundo. O objetivo é marcar a preocupação com o aquecimento global. No Brasil, até agora, 145 monumentos e locais públicos serão apagados, além da adesão oficial de 42 cidades e dois estados. Confira no site www.horadoplaneta.org.br
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