| REDE
PAULISTA DE JORNAIS |
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13/01/2010 |
Wilson Marini
wmarini@apj.inf.br |
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| Uma pista contra o aumento da violência |
A virada do ano é propícia para balanços e reflexões. Nada como os
números para apontar tendências. Na segurança pública, registra-se um preocupante aumento nos casos de homicídios dolosos (aqueles em que há a intenção de matar). Em Taubaté, foram 48 em 2009 contra 38 no ano anterior. Em Franca, os casos saltaram de 11 em 2008 para 22 em 2009.
São apenas dois exemplos em regiões distintas. A escalada do crime nos últimos anos atormenta a maioria das cidades do Interior Paulista.
Alguma coisa precisa ser feita para reverter o quadro – na Justiça,
nos governos, nas polícias e nas comunidades.
Sim, é possível reverter o quadro. Quem prova isso é Diadema, na
região do ABC paulista. Os 57 homicídios registrados em 2009
representam 30,5% a menos que o total registrado em 2008 (83
ocorrências) e uma redução de 84,7% em relação a 1999, ano que marcou o pico da violência na cidade, com 374 casos. Desde então a taxa de homicídios caiu de 111,62 para cada 100 mil habitantes para 14,47 em 2009. Não há milagres. Somente as políticas públicas aplicadas explicam resultado tão expressivo. O feito já foi reconhecido até pela ONU e serve de modelo para cidades do mundo todo. Por que não pode servir de paradigma para ações do governo estadual e dos municípios paulistas que vivem o assombro do aumento da violência sem saber por onde começar? Não é preciso ir a Nova York. |
| Turismo |
Oportunidade aos empresários e gestores públicos interessados em
desenvolver o potencial turístico do Interior Paulista. Em 2009, foi
criada a Companhia Paulista de Eventos e Turismo (Cpetur), empresa
pública que terá a finalidade de executar ações nas áreas de turismo,
eventos, recreação e lazer dos municípios paulistas. A Cpetur pretende
contribuir para o realinhamento das estratégias e fomentar o turismo
com ações no exterior e em outros estados. São Paulo é o estado de
maior movimento no setor, puxado pelo chamado turismo de negócios. |
| Política |
Na volta após o recesso, a Assembléia Legislativa de São Paulo poderá
criar até seis CPIs. Quatro iniciadas em 2009 vão continuar: a CPI dos
Cursos de Medicina, que investiga proliferação de faculdades e os
efeitos nos serviços médicos; a CPI do Sistema Ferroviário; a CPI do
Transporte Aéreo, sobre descumprimentos de direitos dos usuários; e a
CPI do Erro Médico. |
| Chuvas |
O caso que mais preocupa o governo de São Paulo é a iminência do
transbordamento na bacia do rio Atibaia. Dependendo das pancadas, nada poderá ser feito para evitar a abertura das comportas das represas do sistema Cantareira. A inundação das margens seria conseqüência imediata. Os próximos dias serão críticos. Segunda-feira, José Serra assinou decreto que prevê a concessão de auxilio-moradia emergencial no valor de R$ 300, durante três meses, para famílias de baixa renda em municípios que tenham declarado estado de calamidade pública. |
| Extremos |
Em 2009 a capital paulista registrou a maior temperatura média dos
últimos 122 anos para o mês de novembro: 24.1 graus Celsius. A
publicação é do site Apolo11.com, com base em dados de órgão da Nasa que estuda as mudanças climáticas em escala global. Enquanto isso, as temperaturas em 2009 na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), do Brasil, ficaram abaixo das médias registradas nos anos anteriores pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e colocam o ano passado entre os mais frios desde que as medições começaram em 1986.
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| Profissão do futuro |
A Veja destaca quatro profissões em vias de extinção: alfaiate,
relojoeiro, modista e afinador de pianos. Enquanto isso, a The
Economist, para muitos a mais importante publicação jornalística da
atualidade, dá uma dica aos jovens em relação a carreiras do futuro.
Segundo o seu editor de meio ambiente, Olivier Morton, o mundo vai
precisar de muitos "engenheiros verdes" para ajudar o planeta a se
livrar das complicações do aquecimento global. |
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