| REDE
PAULISTA DE JORNAIS |
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10/01/2010 |
Wilson Marini
wmarini@apj.inf.br |
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| Águas e dados que rolam |
As represas sofrem manobras de desvio de água que possam evitar o transbordamento. A ação preventiva evita desastres. É preciso agir antes, não depois. A reconstrução é sempre mais cara.
Para isso, a rede de informações tem que funcionar. O aviso vem sendo dado desde outubro. O País dispõe de mais de 14 mil estações, que medem o volume de chuvas, a evaporação, o nível e a vazão dos rios, a quantidade de sedimentos e a qualidade das águas.
Dados não faltam, quase sempre. O que falta na maioria das vezes é articulação, como no caso das chuvas no Vale do Paraíba. A meteorologia fez a previsão de chuvas fortes na região com três dias de antecedência, mas não houve ação a tempo. Depois, corre-se para compensar o prejuízo. Tarde demais em alguns casos. Um sistema de alerta local e regional é fundamental, mais ainda agir rapidamente a partir dessas informações.
Chuvas fortes afetaram duramente esta semana os municípios paulistas. A maioria dos casos não rende manchete nacional porque os efeitos não são espetaculares. Mas os estragos, somados, representam uma nova tragédia nacional.
As prefeituras, os órgãos de defesa, as entidades em geral e os que vivem nas cidades mais vulneráveis a desastres naturais devem levar a sério a advertência embutida nos sinais da virada do ano e se preparar para as mudanças climáticas.
Uma das saídas é usar a seu favor os dados que já existem. |
| Os jovens infratores |
| Para clarear a discussão sobre os crimes praticados por adolescentes, tema abordado nesta coluna domingo último, a internação ocorre somente quando há violência ou ameaça grave. Para os atos medianos, o corretivo é a semiliberdade, na qual o jovem passa o dia na escola, curso profissionalizante ou trabalho e dorme na unidade. E para os delitos leves é concedida a liberdade assistida, que antes era atribuição da Febem, mas desde 2005 foi assumida pelos municípios. O que muda em 2010 é que convênios nesse sentido entre o Estado e o município deixarão de existir. Assim, as prefeituras continuarão responsáveis pela liberdade assistida, mas com garantia do repasse de recursos pelo Estado. E continuará a política de descentralização das internações nas unidades da Fundação Casa. Antes, o Interior acolhia 18% dos internos de todo o Estado. Agora, 49%. É evidente a tendência apontada nos números: as comunidades serão cada vez mais responsáveis pelos jovens infratores que produzir. |
| Cautela |
O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, é da linha de que cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Recomenda que os prefeitos não pisem fundo nos gastos, mesmo com as boas perspectivas na economia. Está preocupado com possível euforia nas eleições. Os prefeitos estariam sendo estimulados a buscar benesses em Brasília, na prática financiamento de campanha eleitoral. “Todas essas ações exigem contrapartidas”, avalia.
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| Sem trégua |
| Os velhos lixões estão com os dias contados. A Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo anunciou que restam cinco de um total de 143 em 2007. Estão localizados em Presidente Prudente, Aparecida, Jaú, Sarapuí e Vargem Grande do Sul. Até quando? Depende especialmente de pendências judiciais. Não pode haver trégua, até que o último seja eliminado. |
| Cidadania ativa |
Você identificou algum problema na sua cidade ou bairro? Tem alguma proposta? Quer apoiar uma causa? Esse é o apelo do site www.cidadedemocratica.com.br, do Instituto Seva, uma OSCIP. É uma plataforma de participação política, onde cidadãos e entidades podem se expressar, se comunicar e gerar mobilização. Em pauta temas como ciclovias, coleta seletiva, meio ambiente, qualidade de vida, rios e trânsito.
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| Saga cultural |
| O professor Roelf Cruz Rizzolo não desiste de batalhar pela construção de um Museu Interativo de Ciências em Araçatuba. Distante da Capital mais de 500 quilômetros, a região carece de um espaço como esse. Ele propõe uma parceria entre a Prefeitura, Unesp e iniciativa privada. Já tem pronto um belo projeto arquitetônico. Falta quem banque a idéia. A iniciativa é ainda mais oportuna se for considerada a carência nacional divulgada esta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea): 83% dos municípios brasileiros não têm museus mantidos com o dinheiro público. |
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