logo apj contexto
APJ - Associação Paulista de Jornais
REDE PAULISTA DE JORNAIS
03/01/2010
Wilson Marini
wmarini@apj.inf.br
 
Jovens infratores nas mãos dos municípios
As prefeituras vão assumir a tarefa de gerenciamento de adolescentes em situação de risco e em conflito com a lei. O governo do Estado acaba de transferir aos governos locais a responsabilidade de lidar com cerca de 10 mil jovens em todo o Estado, distribuídos em 190 unidades da Fundação Casa, herança estrutural da antiga Febem e de um período marcado por superlotações e rebeliões. Haverá repasses financeiros aos municípios conveniados. Campanha publicitária para o reforço da decisão junto à opinião pública custará aos cofres estaduais perto de R$ 5 milhões no semestre. A segurança pública no Interior Paulista, que já é crítica, depende também de como será feita essa operação que transfere os adolescentes infratores da tutela do Estado para a responsabilidade da família e da comunidade. A medida é correta e vem ao encontro do provérbio "Quem pariu Mateus, que o cuide". Mas é evidente que não basta a municipalização por decreto. É preciso garantir, antes, que os serviços de assistência sejam executados com eficiência. A esse respeito, a presidente da Fundação Casa, Berenice Maria Gianella, disse ao jornal O Estado de S. Paulo: "Medidas regionais falhas aumentarão a incidência de crimes e, consequentemente, a lotação de nossas unidades de internação".
Na escola

É bom lembrar que em cresce o número de atos de violência entre adolescentes nas escolas. Casos desse tipo não são para a Fundação Casa nem para a polícia resolver. É um desafio para educadores. Agressões cometidas contra colegas e professores merecem atenção especial. Recentemente, ganhou espaço na mídia o caso de uma dezena de meninas em Ribeirão Preto entre 11 e 15 anos de idade que formaram um grupo intitulado "Bonde do Capeta" para ameaçar e agredir colegas com notas melhores. É só um episódio. Professores da rede pública estadual na maioria das cidades paulistas têm de sobra histórias de violência no cotidiano das aulas. Essa catarse precisa ser feita, antes que o problema se avolume e que dessa legião de alunos uma parte acabe derivando para a criminalidade.
Casas Bahia, Tchê!
O insucesso do grupo Casas Bahia no Rio Grande do Sul não pode ser analisado apenas sob o prisma mercadológico. Jornais e analistas econômicos se esmeram nas explicações racionais, com dados de investimentos, concorrência e logística, mas o ponto ignorado é o regionalismo que faz dos gaúchos uma República à parte. O gauchismo. Não se trata de julgar se isso é bom ou ruim, mas de reconhecer a força da cultura regional no mundo cada vez mais pasteurizado. Esse é um dos paradoxos do estilo de vida em redes interligadas. Ao mesmo tempo em que uma loja do McDonald's, símbolo do capitalismo e da massificação, é vista como sinal de auto-afirmação de uma cidade, o fracasso empresarial das Casas Bahia em terras do Sul denota que globalização não significa necessariamente o oposto de regionalização. Quer dizer: é possível ser global e ao mesmo tempo bairrista, local, com os olhos no quarteirão. É positivo quando isso se dá no bom sentido, sem xenofobia.
Torneira aberta
Governo do Estado repassou mais de R$ 1 bilhão nos últimos três anos às prefeituras. Desse total, R$ 407 milhões foram liberados apenas em 2009, a maior parte no segundo semestre. A Casa Civil informa que em 2010, no gargalo eleitoral, a previsão é de algo em torno de R$ 700 milhões. Os recursos são destinados à aquisição de máquinas e execução de obras de infra-estrutura como pavimentação, recapeamento, galerias de águas pluviais, edificações, reformas e programas emergenciais.
Sustentabilidade
Notícia com cara de começo da década dos anos 10: Estudantes de Engenharia Mecânica de São Bernardo do Campo desenvolveram projeto de vaso sanitário feito com garrafas PET com controle que permite escolher entre vazão completa ou pela metade. Cada vaso exige cerca de 380 garrafas.
Exemplo
A represa do Lobo, mais conhecida como Broa, em São Carlos, vai receber R$ 1,4 milhão para projetos de recuperação. Os recursos deverão ser aplicados em pesquisas e monitoramento, além de obras de saneamento. A represa foi construída em 1936 para gerar energia elétrica e passou a ser procurada para turismo. Com um espelho d’água de 35 quilômetros quadrados, é o reservatório artificial menos poluído no Estado de São Paulo.
voltar
Publicadas
 - 08/09/2010
 - 06/09/2010
 - 01/09/2010
 - 29/08/2010
 - 25/08/2010
 - 22/08/2010
 - 18/08/2010
 - 15/08/2010
 - 11/08/2010
 - 08/08/2010
 - 04/08/2010
 - 01/08/2010
 - 28/07/2010
 - 25/07/2010
 - 21/07/2010
 - 19/07/2010
 - 14/07/2010
 - 11/07/2010
 - 07/07/2010
 - 04/07/2010
 - 30/06/2010
 - 27/06/2010
 - 23/06/2010
 - 20/06/2010
 - 16/06/2010
 - 13/06/2010
 - 09/06/2010
 - 06/06/2010
 - 02/06/2010
 - 30/05/2010
 - 26/05/2010
 - 23/05/2010
 - 19/05/2010
 - 16/05/2010
 - 12/05/2010
 - 09/05/2010
 - 05/05/2010
 - 02/05/2010
 - 28/04/2010
 - 25/04/2010
 - 21/04/2010
 - 18/04/2010
 - 14/04/2010
 - 11/04/2010
 - 07/04/2010
 - 04/04/2010
 - 31/03/2010
 - 28/03/2010
 - 24/03/2010
 - 21/03/2010
 - 17/03/2010
 - 14/03/2010
 - 10/03/2010
 - 07/03/2010
 - 03/03/2010
 - 28/02/2010
 - 24/02/2010
 - 21/02/2010
 - 17/02/2010
 - 14/02/2010
 - 10/02/2010
 - 07/02/2010
 - 03/02/2010
 - 31/01/2010
 - 27/01/2010
 - 24/01/2010
 - 20/01/2010
 - 17/01/2010
 - 13/01/2010
 - 10/01/2010
 - 06/01/2010
 - 03/01/2010
 - 30/12/2009
 - 27/12/2009
 - 23/12/2009
 - 20/12/2009
 - 16/12/2009
 - 13/12/2009
 - 09/12/2009
 - 06/12/2009
 - 02/12/2009
 - 29/11/2009
 - 25/11/2009
 - 22/11/2009
 - 18/11/2009
 - 15/11/2009
 
APJ - Associação Paulista de Jornais